O livro polegarzinha nos remete um contexto da sociedade atual em constate mudanças, onde os telefones celulares tem tomado um lugar de destaque, na forma de escrita digital.
Numa altura em que mais moçambicanos adotam os telefones celulares como o principal meio de comunicação como mostra a figura a seguir da evolução do número de telefones celulares, fixos e banda larga em Moçambique.
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Estes avanços pouco ou nada reflete nos hábitos de digitação nos jovens atuais que são personagens chave do texto, por serem na sua maioria desprovidos das ferramentas digitais com acesso a Internet para contar ao mundo a sua realidade local, assim como para partilhar com o local aquilo que acontece no mundo. Os usuários da internet em Moçambique, não são apenas os que tem os telefone celular, usam vários dispositivos para o acesso a internet pelo menos várias vezes por semana, ou pelo menos uma vez dentro de um período de vários meses. O estudo levado a cabo pelo Instituto de Investigação Científica, Inovação e Tecnologias de Informação e Comunicação (SIITRI), em parceria com a World Wide Web Foundation (Fundação Web), efetuado em 29 bairros das zonas suburbanas da cidade de Maputo. Abrangido 1044 respondentes, dos quais 786 mulheres e 258 homens, aponta também como causa o alto custo da internet. O estudo revela ainda que 1GB de dados custa mais de 10% do salário médio limitando o acesso dos jovens. Apenas um terço das mulheres em áreas pobres de Maputo está conectado à Internet, em comparação com quase dois terços de homens. Por todo o país, apenas 6% da população está online, de acordo com o estudo sobre a situação geral da mulher moçambicana no uso das tecnologias de informação e comunicação. As TIC esta para poucos devido a fatores como o alto custo da internet e das tecnologias, num pais que não produz as suas tecnologias.
Porém, esta realidade
é reforçada pelo lógica do mercado, que pouco ou nada oferecem aos jovens nas escolas, principalmente nas zonas rurais onde vivem a maior parte da população. Nestas zonas o impacto dos serviços prestados, centram-se no acesso à informação e
comunicação: Muitas vezes, nas zonas rurais não todos, mas alguns até não têm linhas, não têm sinal de telefone celular, nem um comércio para aquisição dos aparelhos. Por isso, luta-se contra na lógica de falta de políticas Públicas de acesso as tecnologias adequados para responderem à procura do melhoramento da escrita digital.
Muitas vezes reivindicações da população em relação uma ao Governo,
principalmente a Telecomunicações de Moçambique TDM,
uma operadora de
telecomunicações do governo que existe desde
1981 e em 1992 transformada em empresa Pública para cuidar de acesso as infra-estrutura telefônicas que das três operadoras telecomunicações móveis no pais.
A TDM somente favoreceu a Movitel um empreendimento resultado da parceria entre a Empresa vietnamita Viettel e a moçambicana SPI (Gestão e Investimento). Foi a ultima operadora de telefonia móvel a operar no país. O seu funcionamento iniciou depois de vencer um concurso público em 2010, e começou a montar a sua infra-estrutura em 2011, no início com o total de 12.500 quilómetros de extensão em fibra óptica e 1.800 antenas que suportassem serviços em 2G e 3G. Estas infraestruturas devia ser também atribuída às outras duas companhias a Moçambique Celulares mCel e a VM Vodacom Moçambique, que operam com as tecnologia GSM/CDMA.
A TDM somente favoreceu a Movitel um empreendimento resultado da parceria entre a Empresa vietnamita Viettel e a moçambicana SPI (Gestão e Investimento). Foi a ultima operadora de telefonia móvel a operar no país. O seu funcionamento iniciou depois de vencer um concurso público em 2010, e começou a montar a sua infra-estrutura em 2011, no início com o total de 12.500 quilómetros de extensão em fibra óptica e 1.800 antenas que suportassem serviços em 2G e 3G. Estas infraestruturas devia ser também atribuída às outras duas companhias a Moçambique Celulares mCel e a VM Vodacom Moçambique, que operam com as tecnologia GSM/CDMA.
Esse ritmo segundo Serra (2012) forneceria indicações quase fotográficas das transformações atuais que o mundo vem vivendo com a tecnologia de informação e comunicação meramente contemplativa. Mas a visão do progresso capitalista é atestado nos relatos da chefa de Departamento de Sistemas de Informação no Ministério da Ciência e Tecnologia de Moçambique, que organizou a terceira edição do evento Hackathon na Cidade de Maputo como objetivo de promover o desenvolvimento de aplicações para telefones celulares que respondam a necessidades específicas do mercado[2].
Esse modelo de formação esta muito presente nos nosso dias, limita a vários níveis de poligarzinha que seriam desenvolvida por vários alunos na convivência com os avanços tecnológicos na educação, o que além da habilidade na digitação, permitiria uma rápida circulação do conhecimento. Uma situação em Moçambique reforçada a sua limitação pela lógica da defasagem e a rigidez das instituições escolares. O exemplo em 2016 o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano de Moçambique procurou proibir o uso de celular nas salas de aulas das escolas secundárias públicas.
Esta posição e defendido pelo Ministro do setor, com que os professores interrompessem as aulas para atenderem chamadas ou mandar “sms” e quando assim acontecem, os alunos também se aproveitam e também fazem a mesma coisa que o professor fez. Isso na óptica do ministro perturba a concentração quer do professor assim como do aluno. O uso de telefone celular nas salas de aulas é visto como uma das causas de baixo aproveitamento pedagógico nas escolas um pouco pelo país.
A medida surge após se terem
verificado resultados catastróficos durante os exames finais de 2015, em que
em cada turma reprovou mais de 90% dos estudantes, bem como muitas esferas de opinião
que questionam a qualidade do ensino em Moçambique. Por outro lado, a Diretora
Nacional do Ensino Secundário, disse que falta uma clarificação da medida
através do Diploma Ministerial, por forma a evitar qualquer controvérsia[3]. Esse
desafio, do sistema educativo atual põe os professores em constante articulação
para uma melhor mediação do conhecimento e justamente com as experiências da vida
dos intervenientes.
Referencias:
SERRES, Michel. Polegarzinha.
Tradução Jorge Bastos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013
http://www.dw.com/pt-002/tecnologia-de-informa%C3%A7%C3%A3o-deficiente-em-mo%C3%A7ambique/a-17912796
https://www.facebook.com/hackathonmozambique/photos/rpp.465297310247371/570745163035918/?type=3&theater
http://www.muleide.org.mz/index.php/noticias/56-mulheres-usam-menos-da-internet-em-mocambique
http://www.muleide.org.mz/index.php/noticias/56-mulheres-usam-menos-da-internet-em-mocambique












Interesante reflexión Tomé! Acá en Colombia la situación es la misma en cuanto al costo de un paquete de datos de internet, lo pude constatar ahora que volví unos días al país, para poder estar conectada unos pocos días fuera de casa tuve que pagar una suma de dinero que bien me prodría alcanzar para almorzar durante todo el mes! Es muy importante que nuestros países caminen en la implementación del wi fi gratis para todos los ciudadanos, pero desafortunadamente los intereses de las grandes compañías de telecomunicaciones no permiten que se logren estos avances en materia de conexión a las tecnologías. Nos quieren desinformados, analfabetas y pobres.
ResponderExcluirMuchas gracias por la aportación Angela, una necesidad prioritaria para muchos de nuestros países conectarse es la implementación de Wifi gratis, sí a pesar del sistema capitalista pensar que esta perdiendo, pero va a crear una movilización de las personas en el uso de Internet sí.
ResponderExcluirParabéns pelo texto, Tomé!
ResponderExcluirFiquei refletindo sobre o comportamento dos professores e alunos diante dos serviços oferecidos pelos aparelhos celulares (realizar ligação, enviar sms, entre outros). Não entendi qual o proposito disso, principalmente se pensarmos que não é esse o objetivo em sala de aula, no qual seria ensinar e aprender. Uma sugestão seria incorporar o aparelho celular de forma pedagógica e transformá-lo em uma ferramenta de ensino.
Abraço :)