Os Marcos Historico do desafio da entrada da internet na educação Moçambicana
Fazendo uma breve história da introdução das Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC) em Moçambique pode fazer
parte do grupo de países da onda da popularização da
internet dos anos 90. O Centro de Informática da Universidade Eduardo
Mondlane[1] CIUEM, a partir de 1993 foi o pioneiro fornecedor dos
serviços de Internet dial
up. Considerando alguns avanços feitos pelo CIUEM da ligação das TIC
e a educação em Moçambique, se destaca em 1997 o desenvolvimento da página da
Web oficial
sobre Moçambique[4]
que facilitou a relação com outras instituições encarregadas de planificação
das TIC, como: Comissão para a Política Informática, CPI;Ministério da Ciência
e Tecnologia, MCT, Ministério dos transportes e Comunicações, MCT; Instituto
Nacional de Comunicações de Moçambique, INCM, Gabinete de Informação, GABINFO[5]; Unidade
Técnica de execução, da Política de informática, UTICT [6].
As principais tarefas destas instituições eram: impulsionar
e supervisionar a elaboração da Política de Informática; formulação e
coordenação de Políticas e Estratégicas de Ciência e Tecnologias; normalização
e regulamentação; promoção da valorização de conhecimento local; proteção de
direitos de propriedade; elaboração de Políticas de Comunicação e de Acesso
Universal; execução da Política Informática, elaboração de projetos de
legislação e regulamentação; regular a interligação das redes e os serviços
públicos de telecomunicações, atribuição de licenças; garantir o apoio ao
desenvolvimento do setor de comunicação social e formação de quadros
superiores do setor das TIC[7].
Na perspectiva do governo expandir o desenvolvimento de infraestrutura
física de acesso as TIC, entre os anos de 2003 á 2006, Moçambique aumentou a
percentagem da cobertura do serviço de Internet alcançando todas as capitais
provinciais, como destaque para a cidade de Maputo em que alcançou uma
cobertura de 100%. O objetivo de fornecer capacitação e serviços de TIC (cursos
de utilização de computadores, Internet, Correio eletrônico, manutenção de
computadores, etc.) a nível provincial, a UTICT iniciou em 2003 com a
implementação de Centros Provinciais de Recursos Digitais (CPRDs). Estas
concentraram recursos de TIC, fornece suporte técnico, formação e desenvolvem
ações para o uso efetivo de TIC para o desenvolvimento das respectivas
províncias.
Os CPRDs estão a fomentar a criação e desenvolvimento de
redes nacionais que possam apoiar as diversas organizações na execução das suas
atividades de forma autônoma (UTICT, 2007). Estabeleceram unidades móvel[8] piloto
de acesso ás TIC, nas zonas rurais como um ponto de acesso público de
utilização do computador, Internet, correio eletrônico e outros. Os Telecentros
projetados em 1999 visam responder o programa de acesso universal que preconiza
“o estado a reconhecer e proteger o direito do cidadão de ter acesso a
informação e aos conhecimentos vinculados através das TIC”[9].
Os Telecentro-Pilotos ou Centros Multimídia Comunitários
(CMCs)[10]
fornecem serviços básicos de TIC; telefone, fax, fotocópias e outros serviços
associados,havendo disponibilidade de computadores e, em alguns casos, também a
Internet.
Isso permitiu facilidade na ED refletindo na maior possibilidade de
acesso a educação dos jovens. Porém, com acesso às TIC a baixo custo às
comunidades rurais, na sua maioria pobre, os Telecentros instalados ao longo do
país, com capacidade de proporcionar ao setor da educação a rádio comunitária[11]com uso
do computador, CD-Rom[12],
Internet e o correio eletrônico captam e produzem diversos materiais educativos
e outras informações de interesse público.“O esforço
do governo em reajustar o quadro geral da Política de Informação, aprovada em
2000, reconhece as oportunidades que o uso efetivo da TIC oferece para melhoria
na área da educação”(RNDH, 2008, p. 29).
BONILLA, Maria Helena; PRETTO, Nelson. O Marco Civil da Internet: desafios para a educação (Artigo apresentado no EPENN 2014 - Trabalho encomendado para o GT 16 - Educação e Comunicação).
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
BONILLA, Maria Helena; PRETTO, Nelson. O Marco Civil da Internet: desafios para a educação (Artigo apresentado no EPENN 2014 - Trabalho encomendado para o GT 16 - Educação e Comunicação).
PORTAL DO GOVERNO DE
MOÇAMBIQUE. Enchentes e falta de vagas marcaram primeiro dia de matrícula.
Disponível em: http://www.portaldogoverno.gov.mz/noticias/educacao/janeiro-2001/enchentes-e-falta-de-vagas-marcam-primeiro-dia-de-matriculas/. Acessado 25 de fev 2012.
[1] A
primeira universidade pública, com mais de 50 anos de existência formal, a
Universidade de Lourenço Marques (ULM) é uma Universidade Portuguesa fundada em
21 de Agosto de 1962, pelo Decreto Lei nº 44530, sediada na capital da então
Província Portuguesa de Moçambique, cidade que lhe deu o nome. A ULM funcionou
até a data da independência daquele território em 25 de Junho de 1975, data em
que se considera ter mudado de nome para Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
[4]
(HTTP//WWW.mozambique.mz) (RNDH,
2008).
[5] De
acordo com o documento produzido pela Sangonet (2009), uma organização da
sociedade civil sediada na República da África do Sul, esta instituição era
ligada ao Gabinete do Primeiro Ministro encarregue em registro dos meios de
comunicação social.
[6] Esta
última a sua importância se deve a responsabilidade de informatização do setor
público, o que implicaria o setor da educação (SANGONET, 2009).
[7]
SANGONET, 2009.
[8] Unidade
móvel consiste num veículo incorporado um contentor transformado em sala de
informação, equipado com computadores ligados á Internet, via satélite (RNDH, 2008).
[9] Política
de Informação, 2000.
[10]Este
processo é conhecido pelo conceito de Centro Multimídia Comunitário (CMC),
entre as quais a estratégia do governo sobre TIC avançou consideravelmente, na procura
de estabelecimento de 17 Centros Multimídia Comunitários (CMCs).
JOANGUETE, 2011.
[11] A rádio
comunitária e um conceito que em Moçambique ainda não existe uma definição
clara, mas, ela é definida em três aspectos: fins não lucrativos; propriedade e
controle comunitário; e participação comunitária Ela vem da aprovação da Lei de
impressa (Lei nº 18/91, de 10 de Agosto) (FROCOM, 2006).
[12] Na
produção de CD-ROMs a firma privada Pandora Box Lda, merece destaque como
pioneira na produção de CD-ROMs em Moçambique. Pandora Box reproduziu a
legislação nacional publicada no Boletim da Republica em formato CD-ROMs fácil
de procurar e compilar documentos das diversas instituições públicos e privados
para o uso e acesso fácil (RNDH, 2008, p.28).
interessante os dados que vc apresenta Tomé. Agora, quero ver uma análise tua desse processo.
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