PENSANDO NA CONECTIVIDADE DA REDE EM
MOÇAMBIQUE
Tomé Miranda Maloa
O desenvolvimento tecnológico esta possibilitando novo
contexto para a sociedade Moçambicana, que segundo Lemos (2003), faz parte do
grupo países da onda da popularização da internet dos
anos 80-90. Assim sendo, o Centro de Informática da Universidade Eduardo
Mondlane[1] CIUEM, foi
o pioneiro fornecedor dos serviços de Internet dial up a partir do ano de 1993. Junto consigo emergiam uma
forte promoção de competências e manuseamento de ferramentas básicas de alargamento
das escolhas pessoais e ligação com o mundo da sociedade de informação, oferecendo
um ambiente favorável para uma vida
longa, saudável e criativa.
Fazendo uma breve história da introdução das TIC em
Moçambique, Joanguete (2011), nos mostra
que, foram emergindo instituições encarregues de planificação, como: Comissão
para a Política Informática, CPI, que fazia os projetos para outras
instituições como; Ministério da Ciência
e Tecnologia, MCT, Ministério dos transportes e Comunicações, MCT; Instituto
Nacional de Comunicações de Moçambique, INCM, Gabinete de Informação, GABINFO[2]; Unidade
Técnica de execução, da Política de informática, UTICT [3].
As principais tarefas destas instituições eram: impulsionar
e supervisionar a elaboração da Política de Informática; formulação e
coordenação de Políticas e Estratégias de Ciência e Tecnologias; normalização e
regulamentação; promoção da valorização de conhecimento local; proteção de
direitos de propriedade; elaboração de Políticas de Comunicação e de Acesso
Universal; execução da Política Informática, elaboração de projetos de
legislação e regulamentação; regulara a interligação das redes e os serviços
públicos de telecomunicações, atribuição de licenças; garantir o apoio ao
desenvolvimento do sector de comunicação social e formação de quadros
superiores do setor das TIC[4].
Entre
os anos de 2003 á 2006, o governo procurou expandir o desenvolvimento de infraestruturas
físicas de acesso as TIC, o que levou Moçambique aumentar a
percentagem da cobertura do serviço de Internet alcançando todas as capitais
provinciais, como; Maputo Cidade com uma cobertura de 100.0%, seguido de Maputo
Província com 37.5%, Nampula (23.8%), Inhambane (21.4%) e Manica (20%), as
províncias com baixa cobertura são de Sofala e Tete com 8.0 % respectivamente[5], como
mostra o quadro a baixo:
Tabela nº 1:
Percentagem de cobertura dos serviços TIC por província
Província
|
E-mail Internet
|
Telefonia móvel
|
Maputo
|
37.5
|
100
|
Maputo Cidade
|
100
|
100
|
Gaza
|
16.7
|
58.3
|
Inhambane
|
21.4
|
78.6
|
Manica
|
20
|
60
|
Sofala
|
8
|
61.5
|
Tete
|
8
|
38.5
|
Zambézia
|
18
|
58.8
|
Nampula
|
23.8
|
61.9
|
Niassa
|
13
|
18.8
|
Cabo Delgado
|
18
|
41.2
|
Fonte. MCT, Indicador de Ciência e
Tecnologia, 2009
Diante da tabela vemos que os computadores e a Internet são
ainda menos disseminados em todo o país. Havia uma estimativa de 100.000
usuários de computadores em todo país em 2007, na sua maioria homens de renda
mais alta, nas áreas urbanas. Havia estimativa de 24 000 usuários de Internet
em 2009, e este número estava circunscrito nos grupos de maior estatuto social.
Mas este número está a aumentar. Contudo, a falta de acesso a computadores coloca
desafios para o uso da Internet partido do celular, com a banda larga[6].
Segundo (RNDH, 2008), o celular é um dos principais
instrumentos de comunicação em Moçambique, isto se deve à expansão dos serviços
de telefonia móvel e a fraca expansão da rede de telefonia fixa e a extensão e
a extensão territorial do país.
Tabela nº 2: Acessibilidade Familiar às TIC
Total
|
Urbano
|
Rural
|
|
Percentagem de
família com telefone celular
|
3.6
|
10.9
|
0.5
|
Percentagem de
família com computador
|
0.3
|
1.1
|
0
|
Fonte.
MCT, Indicador de Ciência e Tecnologia, 2009
Assim sendo, o grande sucesso das
TIC tem sido os telefones celulares. Até 2008, segundo o estudo da SangoNet em
2009, havia mais de quatro milhões de assinantes de telefonia móvel no país, o
equivalente a 21% da população moçambicana e o seu número foi crescendo cerca
de 50% ao ano. Pessoas de todos os grupos sociais, incluindo os pobres, viram o
valor dos telefones celulares nas comunicações quotidianas[7].
1.
Mapa
do Projeto da Rede em Moçambique

A telefonia móvel desempenha um papel extremamente
importante pela sua facilidade de aquisição por maior parte da população,
mobilidade de portar e de manutenção hoje e Moçambique ela se torna uma
alternativa segura para maior da população. Esta situação torna as comunidades,
mas receptível a telefone celular. Muitos de nos que estamos estudando fora dos
nossos países temos o celular especialmente, WhatsApp e Facebook, etc., como o grande meio de comunicação com a família
e amigos no nosso dia a dia. Ainda no celular conseguimos ver algumas noticias
partindo do Youtube, etc.
Sendo estudantes vejo que a uma necessidade de aprender da internet
a faz varias coisas que nos leva a uma socialização do conhecimento com a
partilha de Wi-Fi, no computador ou telefone, no dia a dia. Diante da
necessidade precisamos como professor aprender a lidar com as maquinas e a rede
que ela nos envolve. Já que em
Moçambique o sistema de ensino esta sendo integrado com as multimídia,
no processo de ensino-aprendizagem, material impresso de auto-aprendizagem com
programa de rádio, televisão e o computador fizeram parte da aprendizagem (RNDH, 2008).
Para operacionalizar esta formação de
professores, o Ministério de Educação cria o Instituto de Aperfeiçoamento de
Professores IAP[8],
que conduziu um curso de ED destinado a professores primários, visando dá-los uma
educação profissional básica (7ᵅ classes mais três anos de formação). O curso iniciou em 1996, até ao presente abrangendo perto
de 10.000 professores. Outras experiências em ED foram surgindo ao longo dos
anos 1990, mas nenhuma com abrangência do IAP[9].
A formação
de professore com recurso em TIC oferece a possibilidade de domínio por parte
destes de várias vertentes de enfrentar os desafios do processo de
ensino - aprendizagem. Essa formação passa pela alternativa de apetrechamento das
escolas, prevendo, a criação de condições para uma mudança qualitativa das
escolas em termo de aprendizagem. As novas abordagens de ensino - aprendizagem,
as TIC jogam um papel importante na formação do professor, por ser ele que
trabalhará na formação de outros cidadãos.
A
TIC quando bem usado podem tornar o ensino - aprendizagem num processo criativo, dinâmico
e interativo. Um professor com conhecimento
e acesso á tecnologia da Internet, pode preparar melhor as suas aulas,
ampliar as formas de lecionar, modificar o processo de avaliação e comunicação
com o aluno e com seus colegas.
Referências:
BONILLA,
Maria Helena. Formação de professores em tempos de Web 2´0. In: FREITAS, Maria Teresa de Assunção (Orga.). Escola, tecnologias digitais e cinema.
Juiz de fora: Ed. UFJF, 2011, p.59-87.
PNUD. Moçambique:
O Papel das Tecnologias de Informação e Comunicação na Realização dos Objetivos
do Milénio. Relatório Nacional do
Desenvolvimento Humano de Moçambique. Maputo: PNUD, 2008.
JOANGUETE, Celestino. Política Pública Moçambicana Sobre a Inclusão
Digital. 2011.
RECUERO,
Raquel. Mapeando redes sociais na Internet através da conversação mediada
pelo computador. 2009.
LEMOS,
André. Cultura da Mobilidade. Revista FAMECOS • Porto Alegre • nº 40 •
dezembro de 2009.
LEMOS,
André. Cibercultura e Mobilidade. Razão e palavra. México V40 • Nov.
2004.
[1] A primeira universidade pública
(SANGONET, 2009). Com mais de 50 anos de existência formal, esta instituição de
Ensino Superior tem a sua gênese em 1962, a 21 de Agosto, com a abertura dos
Estudos Gerais Universitários de Lourenço Marques, então capital de Moçambique.
[2] De acordo com o documento
produzido pela Sangonet (2009), uma organização da sociedade civil sediada na
República da África do Sul, esta
instituição era ligada ao Gabinete do Primeiro Ministro encarregue em
registro dos meios de comunicação social.
[3] Esta última a sua importância se
deve a responsabilidade de informatização do sector público, o que implicaria o
setor da educação (SANGONET, 2009).
[4]
SANGONET, 2009.
[5]
JOANGUETE, 2011.
[6]
SANGONET, 2009.
[7]
SANGONET, 2009.
[8]
Mas tarde o IAP introduziu
um curso de formação de nível medi para professores da educação básica (RNDH,
2008).
[9] Depois
desta iniciativa, o projeto similar foi concebido nos anos 1990 um programa do
ED visando apenas à formação de professores, a planificação do programa não
incluía rádio, áudio cassetes e videocassetes. (RNDH, 2008).
Tomé, procure trazer dados mais atuais. Há uma defasagem muito grande de tempo entre esses dados e hoje. Fica difícil fazer uma análise se os dados não são mais recentes.
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