Uma abordagem intercalada do desenvolvimento tecnológico e inovação da simulação: Edmod Couchot, Luiz Filippe Perret Serpa e Pauul Pierre Lévy.



A simulação e um novo estilo de  raciocínio lógico, decorrente do elemento constituinte da imagem suportada pelo computador. Este processo não representa mais o mundo real. De acordo co Serpa, a inovação da imagem foi consequência do desenvolvimento tecnológico que vem do inicio do século XX, constituindo o paradigma instrumentalizaste  do papel da estrutura do conhecimento básico.
Para Lévy uso histórico é uma objetividade intimamente importante para datar a localização do desenvolvimento de certas tecnologias intelectuais. Segundo Couchot, a imagem numérica não é mais projetada, mas efetuada pelo real, ela é uma realidade sistematizada, artificial, nuvem eletrônica de bilhões de micro - impulsos que percorrem os circuitos eletrônicos do computador, uma realidade cuja única realidade é virtual.
Neste sentido, se pode dizer que a imagem – matriz digital e a  lógica da figuração da era da simulação. A imagem se torna a imagem – objeto, mas também, imagem – linguagem , entre o programa e tela, entre memórias e centros de calculo, os torna  mensagem – sujeito. Assim sendo, impõe-se outra visão do mundo que esta dentro da nova ordem visual.
 Lévy, no seu livro Cibercultura,  aborda desde a digitalização até a navegação, passando pela memória, pela programação, pelo software, pela realidade virtual, pela multimídia, pela interatividade, pelo correio eletrônico e etc.Ele considera que este século da globalização da informação,  permitir que os indivíduos tenham acesso a uma variedade de obras escritas, serviços, dados e produtos transmitidos e reproduzidos em grande velocidade pelas mais variadas formas de produção e distribuição de conhecimento.
Entretanto, para Serpa, foi através da automação digital que se acelerou a leitura da imagem, onde o analógico interligou diversos processos com linguagem distinta, levando com que o espaço e tempo passa-se a uma teia com o desenvolvimento digital. O que para Lévy esta é a cibercultura, movimento social e cultural por trás do fenômeno técnico,  que desencadeai nova relação com o saber.
Assim sendo, se destacam na educação e na formação, novas formas artísticas relacionadas com os computadores e às redes, em que afeta o espaço urbano e a organização do território pelas novas tecnologias. Esta situação reflete na educação a distância, com vantagens mais expressivas na modalidade de ensino, particularmente, por permitir novas técnicas pedagógicas, utilizadas e adaptadas nos ambientes de educação tradicional (como filmes, vídeos, programas de computadores).  Esta “universalidade”, de interconexão mundial de computadores forma a grande rede, oferecendo novas formas de comunicação.
O ciberespaço pode ser considerado uma virtualização da realidade, uma migração do mundo real para um mundo de interação entre a oposição do real e o virtual que é fácil e enganosa. Aparentemente se mantém as mesmas estruturas da sociedade real, não possui, necessariamente, correspondência total com esta, possuindo seus próprios códigos e estruturas. O virtual ou virtualização  do corpo amplia a variabilidade de espaços e temporalidades[1]. Esse corpo virtualizado, disperso, pode ser visto por um número elevado de pessoas ao mesmo tempo (olho coletivo). No mundo virtualizado não há mais fronteiras.
Não sabemos mais diferenciar o que é verdadeiro e o que é falso, o que faz ou não parte do corpo. A virtualização do corpo incita todas as trocas e, diante disso, o corpo sai de si mesmo, adquirem novas velocidades, tempos, formas, presenças e se multiplica. O "virtual" não é antônimo de "real" e nem sinônimo de "imaginário". Será que a virtualização  como uma nova possibilidade é bom ou ruim?


[1] Existem vários tipos de virtualização, exemplo; da liguagem (virtualização do presente), a técnica (virtualização da ação) e o contrato (virtualização da violência) e outras, tais como a virtualização do corpo, do texto e da economia, à virtualização da inteligência, (coletiva e pessoal), ela predispõe a maneira de pensar do indivíduo e dos grupos. A virtualização sempre esteve presente em nossas vidas, e ela influência em diversos aspectos, em especial no que diz respeito à evolução da espécie humana

Comentários

  1. ainda está muito preso aos textos dos autores... despregue-se deles e construa tuas próprias reflexões

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  2. muito obrigado professora, farei o esforço

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  3. Olá Tomé.
    A virtualização nos ajuda em muita coisa, por exemplo no Ensino a Distância. Mas me sinto insegura, pois não sei com quem estou me relacionando, não é palpável.
    Diante dessa "ausência", como mensurar ou certificar a aprendizagem do aluno no contexto da educação virtual?

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  4. Ola Yurika,

    Você esta muito certa, esta é uma possibilidade relativo a avaliação, que em muitos casos tem o seu limite e a virtualização não foge a regra, aprendizagem sendo um processo ocorre de diferentes formas e o Ensino a Distância e uma delas que com suas lacunas é necessária para as pessoas que precisão dela por varias razões.

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