CULTURA E ARTE PÓS - HUMANO
Da Cultura das Mídias a Cibercultura

Lucia Santoelle



Fazendo, uma reflexão de alguns aspectos marcados no livro da CULTURA E ARTE PÓS - HUMANO: Da Cultura das Mídias a Cibercultura de Lucia Santoelle, publicado em 2010 a sua 4 edição, a autora procura mostrar algumas mudança ocorridas no mundo das mídias. este processo se deve a passagem dos meios de massa aos meios digitais. Estas condições favorecem o desenvolvimento do ciberespaço. Uma dinâmica cultural que se distingue da cultura de massa, devido ao aparecimento das novas tecnologias segmentadoras diversificadoras, capaz de uma maior adequação a um publico mais individualizado.

Esta mudanças do campo da mídias apontada pela autora Satoelle é discreta como sendo através da historia que o desenvolvimento tecnológico esta possibilitando novas formas de existência pós-humano. Situação esta que, se deve as condições que a cultura midiática proporciona quanto a circulação e articulação mais fluida e complexa do conhecimento humano.

Enfim,  a cultura da mídia não se caracterizava mas como media como mídia massiva, pois rompem com os traços fundamentais da cultura de massa, a saber, a simultaneidade e uniformidade da mensagem emitida e recebida.

Segundo Satoelle (2010), o crescimento acelerado das tecnologias traz consigo o desenvolvimento de novos hábitos, aliados a nova ordem econômica e social da sociedades pós-modernas, onde a dinâmica cultural e a peça chave para compreensão das contradições das reorganização da sociedade,  onde os anos 90,  teve inicio como uma revolução da informação e da comunicação ou a revolução digital.

De acordo com Satoelle (2010, p4), na cerne desta revolução esta a possibilidade aberta pelos computadores de converter toda informação, texto, som, imagem, vadios, etc., numa só linguagem universal, através da digitalização e da compreensão de dados que permite todo a mídia poder ser traduzidas, manipuladas, armazenadas, reproduzidas.

O fenômeno  ainda mais impressionante surge do processo de distribuição e difusão da informação impulsionada pela ligação da informática com as telecomunicações que resultou na rede de transmissão, acesso e troca de informações que hoje conecta todo o globo na construção de novas formas de socialização e de cultura que vêm sendo chamada de cultura digital ou ciberespaço.

segundo Satoella (2010), o ciberespaço é um fenômeno complexo, onde a comunicação é interativa, ela usa o código digital  universal, ela é convergente, global, planetária e ela hoje não esta muito clara como esse espaço poderá ser regulamentado.

Assim sendo, Satoella (2010, Pp64-73), acredita que estamos no meio de uma revolução nas mídias e uma virada nas formas de produção, distribuição e comunicação mediadas por computador que trará consequências muito profundas que as anteriores a este processo revolucionário. Entretanto, no ciberespaço as informações transforma-se com uma velocidade historicamente sem precedentes

Não da que este processo revolucionário, tem os seu dispositivos de analise cultural e comunicacional produzida e consumida de acordo com as leis do mercado capitalista. Entretanto, segundo Satoella (2010, p68), a emergência de novos caracteres formais na cultura, extensiva esta ligada a emergência de uma nova ordem econômica e social, ou seja aquilo que foi sendo chamado sociedade pós moderna parece irônico que adquiri traços contestatórios e aja uma maior militância, que posso criar uma forte onda de contextuação, político e cultural para restauração da ordem democrática.

Porem, a economia global informacional é a mais recente, expressão da mobilidade capitalista da sociedade. Assim sendo, a evolução da informação não é simplesmente uma questão do progresso tecnológico. ela também é significativa matriz de força política e culturais que a suporta. Os recursos tecnológicos de informação e comunicação estabelecem as condições para a escola e a natureza das possibilidades organizacionais, permitam o desenvolvimento burocrático complexo e a larga escala. esses  recursos também constituem o sistema nervoso do Estado moderno e garantem sua coesão como organização expansiva (ROBINS e WEBSTER, 1999: 109 Apund SATOELLA, 2010: 73).

Tendo isso em vista, podemos esperar que sob, semblantes de um espaço aberto, livre e infinitamente navegável, as redes também estarão sendo regulamentadas pelos mecanismos reinantes do mercado capitalista. Assim sendo, sob aparência da ausência de regras no ciberespaço, existe a omissão de Estado na representação de interesses públicos em oposição aos interesses comerciais.

O ciberespaço por isso mesmo esta longe de inaugurar uma nova era emancipadora. Embora a internete esteja revolucionando o modo como levamos nossas vidas, trata-se de uma revolução que nada modifica a identidade e natureza do montante cada vez mais exclusivo e minoritário daqueles que detêm as riquezas e continuam no poder. 
.

Comentários

  1. Tomé, procure não fazer resumo do texto e sim reagir a ele. Procure trazer alguma coisa de teu país para a reflexão. E o nome da autora é Sataella....

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

DUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM MOÇABIQUE: “a cultura digital no ensino”

Internet Das Coisa

UMA REFLEXÃO SOBRE A INTRODUÇÃO E O CAPITULO 3 DO LIVRO Modernidade líquida (2001) DE ZYGMUNT BAUMAN